RUA DO GUARDA-MOR, Olaria da
Situada na rua com o mesmo nome e confrontando com a Rua de Marçal Ribeiro e a Rua do Cura, esta olaria encontrava-se, em 1674, arrendada ao oleiro Domingos Carvalho. Era seu proprietário Tomé Botelho Chacão. De acordo com os estudos de Celso Mangucci ("Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163), entre 1694 e 1696 a olaria era dirigida por Amaro Gil que, em 1699, já aqui não se encontrava. Na verdade, nesse ano a olaria era comandada por António Gonçalves, cujo falecimento em 1719 teve como consequência colocar a sua mulher à frente dos destinos da olaria. Curiosamente sabe-se que, já na década de 1730, foram aqui produzidos os azulejos que revestem o Oratório da Quinta da Piedade, na Póvoa de Santa Iria, certamente executados por Valentim de Almeida, sendo então dirigente Cláudio Gonçalves, que havia continuado o negócio do pai. Ao que tudo indica, esta olaria trabalhava em conjunto, ou numa relação de grande proximidade, com a olaria da Rua da Madragoa.
Especialização: Produção [olaria]
- 1674-00-00 [Propriedade]
A olaria era propriedade de Tomé Botelho Chacão, encontrando-se arrendada ao oleiro Domingos de Carvalho, que paga a meia-décima (MANGUCCI - "Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163 - ASV, Livro para se cobrar..., 1672-1674, 22v v.)
- 1694-00-00 | 1696-00-00 [Oleiro]
A olaria é dirigida pelo oleiro Amaro Gil, que paga a meia-décima (MANGUCCI - "Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163 - ASV, Tombo das casas..., 1694-1696, fl. 259)
- 1699-00-00 [Oleiro]
A olaria é dirigida pelo oleiro António Gonçalves (MANGUCCI - "Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163 - ASV, Rol..., 1699, fl. 38)
- 1712-00-00 | 1748-00-00
O moço João Fernandes colaborou nesta olaria (MANGUCCI - "Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163)
- 1712-00-00 | 1752-00-00
O moço Isidoro Alves colaborou nesta olaria (MANGUCCI - "Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163)
- 1719-00-00 [Oleiro]
Após a morte de António Gonçalves, a olaria é dirigida pela mulher, Benta Francisca, contando com António Ferreira, que fora aprendiz de Bernardo Francisco na Olaria da Rua da Madragoa em 1712 (MANGUCCI - "Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163 - ANTT, Óbitos, 1694-1706, fl. 147v.)
- 1719-00-00 | 1723-00-00 [Oleiro]
A olaria é dirigida pelo oleiro António Ferreira (MANGUCCI - "Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163 - ASV, Rol..., 1723)
- 1723-00-00 | 1748-00-00 [Colaboração]
Em 1723 surge pela primeira vez o nome completo do "mosso" João Fernandes, que se manteve nesta olaria até 1748 (MANGUCCI - "Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163 - ASV, Rol..., 1723)
- 1723-00-00 | 1752-00-00 [Colaboração]
Em 1723 surge pela primeira vez o nome completo do "mosso" Isidoro Alves, que se manteve nesta olaria até 1752 (MANGUCCI - "Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163 - ASV, Rol..., 1723)
- 1744-00-00 | 1754-05-31 [Oleiro]
A olaria é dirigida por Cláudio Gonçalves, filho de António Gonçalves, que permanece à frente dos destinos da mesma até à sua morte, em 1754 (MANGUCCI - "Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163 - ASV, Rol..., 1744, fl. 57v. e 58 e 1745, fl. 71)
- 1752-06-00 | 1752-09-00 [Revestimento cerâmico - documentado]
Póvoa de Santa Iria, Quinta de Nossa Senhora da Piedade, oratório - recibo dos azulejos policromos assinado por Cláudio Gonçalves (MANGUCCI - "Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163)
- 1762-00-00 [Desaparecimento]
A olaria já não se encontra entre as propriedades da freguesia de Santos-o-Velho (MANGUCCI - "Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163 - AHTC, Décima de Lisboa..., 1762-1763)
Situada na rua com o mesmo nome e confrontando com a Rua de Marçal Ribeiro e a Rua do Cura, esta olaria encontrava-se, em 1674, arrendada ao oleiro Domingos Carvalho. Era seu proprietário Tomé Botelho Chacão. De acordo com os estudos de Celso Mangucci ("Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163), entre 1694 e 1696 a olaria era dirigida por Amaro Gil que, em 1699, já aqui não se encontrava. Na verdade, nesse ano a olaria era comandada por António Gonçalves, cujo falecimento em 1719 teve como consequência colocar a sua mulher à frente dos destinos da olaria. Curiosamente sabe-se que, já na década de 1730, foram aqui produzidos os azulejos que revestem o Oratório da Quinta da Piedade, na Póvoa de Santa Iria, certamente executados por Valentim de Almeida, sendo então dirigente Cláudio Gonçalves, que havia continuado o negócio do pai. Ao que tudo indica, esta olaria trabalhava em conjunto, ou numa relação de grande proximidade, com a olaria da Rua da Madragoa.
Especialização: Produção [olaria]
Cronologia 

- 1674-00-00 [Propriedade]
A olaria era propriedade de Tomé Botelho Chacão, encontrando-se arrendada ao oleiro Domingos de Carvalho, que paga a meia-décima (MANGUCCI - "Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163 - ASV, Livro para se cobrar..., 1672-1674, 22v v.)
- 1694-00-00 | 1696-00-00 [Oleiro]
A olaria é dirigida pelo oleiro Amaro Gil, que paga a meia-décima (MANGUCCI - "Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163 - ASV, Tombo das casas..., 1694-1696, fl. 259)
- 1699-00-00 [Oleiro]
A olaria é dirigida pelo oleiro António Gonçalves (MANGUCCI - "Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163 - ASV, Rol..., 1699, fl. 38)
- 1712-00-00 | 1748-00-00
O moço João Fernandes colaborou nesta olaria (MANGUCCI - "Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163)
- 1712-00-00 | 1752-00-00
O moço Isidoro Alves colaborou nesta olaria (MANGUCCI - "Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163)
- 1719-00-00 [Oleiro]
Após a morte de António Gonçalves, a olaria é dirigida pela mulher, Benta Francisca, contando com António Ferreira, que fora aprendiz de Bernardo Francisco na Olaria da Rua da Madragoa em 1712 (MANGUCCI - "Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163 - ANTT, Óbitos, 1694-1706, fl. 147v.)
- 1719-00-00 | 1723-00-00 [Oleiro]
A olaria é dirigida pelo oleiro António Ferreira (MANGUCCI - "Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163 - ASV, Rol..., 1723)
- 1723-00-00 | 1748-00-00 [Colaboração]
Em 1723 surge pela primeira vez o nome completo do "mosso" João Fernandes, que se manteve nesta olaria até 1748 (MANGUCCI - "Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163 - ASV, Rol..., 1723)
- 1723-00-00 | 1752-00-00 [Colaboração]
Em 1723 surge pela primeira vez o nome completo do "mosso" Isidoro Alves, que se manteve nesta olaria até 1752 (MANGUCCI - "Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163 - ASV, Rol..., 1723)
- 1744-00-00 | 1754-05-31 [Oleiro]
A olaria é dirigida por Cláudio Gonçalves, filho de António Gonçalves, que permanece à frente dos destinos da mesma até à sua morte, em 1754 (MANGUCCI - "Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163 - ASV, Rol..., 1744, fl. 57v. e 58 e 1745, fl. 71)
- 1752-06-00 | 1752-09-00 [Revestimento cerâmico - documentado]
Póvoa de Santa Iria, Quinta de Nossa Senhora da Piedade, oratório - recibo dos azulejos policromos assinado por Cláudio Gonçalves (MANGUCCI - "Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163)
- 1762-00-00 [Desaparecimento]
A olaria já não se encontra entre as propriedades da freguesia de Santos-o-Velho (MANGUCCI - "Olarias de Louça e Azulejo [...]", p. 163 - AHTC, Décima de Lisboa..., 1762-1763)
Referências Bibliográfias - Periódicos 

Outros autores relacionados

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Tipo de relação: Olaria / Oleiro
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Tipo de relação: Olaria / Oleiro
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Tipo de relação: Olaria / Oleiro
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Tipo de relação: Olaria / Oleiro
- GONÇALVES, Cláudio (1708-1754)
Tipo de relação: Olaria / Oleiro
- Olaria da Rua da Madragoa
Tipo de relação: Colaboração
Tipo de relação: Olaria / Oleiro
- FERREIRA, António
Tipo de relação: Olaria / Oleiro
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Tipo de relação: Olaria / Oleiro
- GONÇALVES, António (?-1719)}
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- GONÇALVES, Cláudio (1708-1754)
Tipo de relação: Olaria / Oleiro
- Olaria da Rua da Madragoa
Tipo de relação: Colaboração
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