1907 - Nasceu a 15 de Julho em Lisboa na rua Sociedade Farmacêutica.

          -
Frequentou o Liceu Pedro Nunes em Lisboa.

1917 - Frequentou o Colégio Moderno de Coimbra.

1918 - Desde os 11 anos que acompanhava ao Museu do Carmo o Pai – José Rodrigues Simões - Tesoureiro da Associação dos Arqueólogos. Participou em várias excursões de estudo dessa Associação “durante as quais mostrava invulgar interesse de aprender”. 

1921 - Frequentou a Escola Académica (Lisboa).

1922 - Frequentou o curso nocturno de Desenho da Sociedade Nacional de Belas-Artes em Lisboa.

1925 - O Cinema tornou-se matéria de grande entusiasmo para Santos Simões. Assinava revistas francesas de cinema, conhecia os principais actores e encenadores da época, as grandes companhias produtoras e as últimas inovações técnicas.

1925/1926 - Inscreveu-se na Faculdade de Direito de Lisboa, cujo curso frequentou até ao 2º ano. Abandonou a Faculdade para ingressar na vida prática empregando-se na Companhia de Pesca de Cetácios em Tróia.

1926 - Viajou para Inglaterra e ingressou no College of Technology em Manchester com o objectivo de frequentar um estágio técnico em fábricas têxteis e de poder tomar conta da gerência da Fábrica de Fiação de Tomar.

1926/1928 - Ainda em Inglaterra frequentou a Escola Municipal de Oldham.

 1929 - Estudou em França, formando-se em Engenharia Têxtil na École Superieure de Filature et Tissage de Mulhouse. A fim de se especializar na parte técnica da indústria algodoeira efectuou estágios na Alemanha (Zittau, Chemnitz, Dresden, Colónia), Checoslováquia (Liberec) e, de novo, em Inglaterra.

Durante as férias que passava no estrangeiro, viajou por quase toda a Europa (Suiça, Áustria, Hungria, Bélgica e Holanda).

 1930 - Realizou uma viagem a Itália

1931 - Regressou definitivamente a Portugal. Casou-se com Fernanda Neves e fixou morada em Tomar, junto à Fábrica de Fiação, na qual ficou como gerente técnico e onde se conservou durante 25 anos.

1932 -
Foi um dos fundadores do Sky Club de Portugal na Serra da Estrela, através do qual se construiu a primeira pista de sky nos Piornos.

1936 - Realizou nova viagem a Itália.

1938 (Agosto) - Viajou até aos E.U.A. onde visitou a redacção do Jornal “A Luta”, bem como a tipografia do mesmo jornal. Visitou ainda fábricas locais de Nashawena, Kendall e a Escola Têxtil de New Bedford. Também visitou fábricas de algodão em Nova Inglaterra e  no Estado da Geórgia.

1939 - Interessou-se pelo campismo. Introduziu em Portugal as roulottes rígidas e era proprietário de uma roulotte que baptizou de “Casal vadio”.

1942 - Publicou no Instituto de Coimbra o primeiro trabalho escrito em História da Arte que abordava o tema “Sansovino em Portugal”.

1942 (Agosto) - Realizou uma viagem a Espanha para recolha de elementos de estudo sobre azulejaria.

1943 - Publicou a obra “Tomar e a sua Judiaria”.

 O gosto pelo estudo e pela “novidade” lançam-no nas investigações sobre Azulejos

1943 - Publicou o primeiro trabalho sobre azulejos: “Alguns Azulejos de Évora” na revista A Cidade de Évora.

1943 (Março) - Foi nomeado Director-Conservador do Museu Luso-Hebraico Abraão Zacuto em Tomar, cujas obras dirigiu.

1943 - Foi nomeado superintendente do Convento de Cristo, além de outros monumentos do concelho de Tomar.

 1944 - Estagiou no Instituto Valencia de Don Juan em Madrid e no Museu Arqueológico da mesma cidade. Em Talavera de la Reina foi admitido como praticante na fábrica de Ruiz de Luna onde aprendeu o suficiente para ter uma noção prática dos processos técnicos referentes à azulejaria.

 1944 (Maio) - “ O que sei sobre azulejos é, por enquanto, apenas o fruto de observação de algumas centenas de exemplares que tenho pretendido coordenar cronológica e artisticamente. Ajudado da bibliografia da especialidade, tão parca e confusa, e da analise comparativa venho de facto fazendo luz sobre o problema histórico-artístico da azulejaria portuguesa, mas daqui a poder arcar com a responsabilidade de “mestre” ainda me falta muito…

Ainda não comecei propriamente com a parte de investigação documental e muito há a rebuscar neste campo sobre o qual pretendo basear as conclusões de carácter histórico. Faltam-me também certos conhecimentos da parte puramente técnica cujo conhecimento me é indispensável e tudo isto levará o seu tempo”.

1944 (Outubro) - Participou no “Congresso para o avanço das Ciências” em Córdova com o envio de um texto “Azulejos arcaicos em Portugal”.

1944 - Publicouum estudo sobreos “Azulejos de Bejana revista Arquivo de Beja.

1944-45 - Foi convidado a colaborar com o “Centro de Estudos de Arte e Museologia” do Museu Nacional de Arte Antiga, onde estudou os azulejos desse núcleo museológico e onde apresentou comunicações sobre Azulejaria. Na sua casa de Tomar montou um pequeno laboratório para exame de pastas e esmaltes.

1944-1945 - Publicou “Antwerpe tegels van omstrecks 1558 in Portugal” in Antwerpens Koninklike Oudheidkundige Kring.

1945 (03 de Maio) - Apresentou à Associação dos Arqueólogos Portugueses a comunicação “Azulejos Arcaicos de Portugal”.

1945 - Publicou “Os azulejos do Paço de Vila Viçosa”, edição da Fundação Casa de Bragança.

1945 (Agosto) -  Realizou uma viagem a Espanha (Albuquerque, Badajoz, Olivença) onde desenvolveu estudos sobre cerâmica. Proferiu uma conferência em Badajoz.

“Reatadas as relações internacionais tenho agora mantido interessantíssima correspondência com investigadores estrangeiros, especialmente na Holanda, Bélgica Itália e Inglaterra…”

1945 (Setembro) - Esteve na Bacalhôa, onde Mrs Scoville mostrou o que restava dos azulejos valencianos ali encontrados.

1946 (Janeiro) - “No capítulo das Descobertas … tem emagrecido o filão…. Apenas identifiquei os azulejos da Madre de Deus como holandeses, e tenho encontrado outros da mesma proveniência, mas de menor interesse. Estabeleci contacto com quasi todos os investigadores estrangeiros de cerâmica, e mantenho agora uma aturada correspondência, do maior interesse.”

1946 (05 de Fevereiro) - Apresentou uma comunicação à Secção de História da Associação dos Arqueólogos Portugueses intitulada: “Inscrições Estilográficas na Batalha.

1946 - Publicou “Maioliche fiamminghe e spagnole in Portogallo” in Faenza – Bolletino del Museo Internazionale del Ceramiche.

 1946 (Maio - Julho) - Realizou a viagem de Primavera: Holanda, Suiça, Inglaterra e Bélgica como bolseiro do Instituto de Alta Cultura. Nesses meios “procurei estudar objectiva e documentalmente os problemas ligados à cerâmica em geral, e em especial, à cerâmica decorativa. Nos Museus Victoria and Albert e British, particularmente interessei-me pela azulejaria oriental – Pérsia, Índia, Ásia Menor, etc – e ainda de forma muito especial, pela majólica italiana (…). Em Bruxelas, Antuérpia, Gante e Lovaina, interessei-me pela misteriosa cerâmica flamenga primitiva, na Holanda – Amesterdão, Delft, Harlem e Roterdão – estudei a azulejaria holandesa, cujo conhecimento sempre havia considerado fundamental para a compreensão do fenómeno português. Sem ter a pretensão de haver resolvido todos os problemas, antes com a plena consciência de que ainda tenho muito e muito que trabalhar, a verdade é que desta proveitosíssima viagem de quasi dois meses, trago elementos de trabalho preciosos e que muito consolidaram os meus ainda diminutos conhecimentos.”

 Entre 23 e 31 de Maio frequentou um curso para conservadores de museus em Leicester – “Demonstration Course on Museum Technique” e a 8 de Junho proferiu uma conferência na Societé Royale d´Archeologie de Bruxelas.

Realizou ainda conferências sobre “Azulejos em Portugal” no Victoria and Albert Museum em Londres, Rijksmuseum de Amesterdão e Musée d’Art et d’Histoire de Bruxelas.

1946 - Recebeu o prémio “José de Figueiredo” pela obra “Os Azulejos do Paço de Vila Viçosa”.

        - Foi eleito vogal efectivo da Academia Nacional de Belas-Artes de Lisboa

1946 -  Publicou “Panneaux de majolique au Portugal” in Faenza- Bolletino del Museo Internazionale del Ceramiche.

1946 (21 de Setembro de 1946) - Realizou uma conferência sobre “Os Azulejos da Casa do Paço da Figueira da Foz”.

1946 - Matriculou-se na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra no curso de Ciências Histórico-Filosóficas

1947 - Mantenho relações estreitas com Gaetano Ballardini – o padre-mestre da Cerâmica italiana – e ele tem-me enviado bastantes informações sobre a cerâmica decorativa existente em Itália. No entanto não há ali um estudo de pormenor ou especialidade e lá, como cá, a cerâmica de revestimento tem estado enfeudada à Cerâmica geral. Quando estive em Itália em 1930 e depois em 1936 ainda não me interessava por este assunto deixando de ver, portanto, o que lá havia.

1947 - Realizou uma viagem a Espanhapara estudar azulejaria.

1947 (01 de Março a 01 de Julho) - Santos Simões organizou no Museu Nacional de Arte Antiga a VIª Exposição Temporária – Azulejos e foi responsável pela elaboração do respectivo catálogo. No dia 3 de Março, apresentou uma conferência intitulada “Panorama do Azulejo em Portugal”.

1947 - Publicou o estudo “A Casa do Paço da Figueira da Foz”, edição do Museu Municipal Dr. Santos Rocha na Figueira da Foz.

1948 - Organizou um curso de História da Arte para alunos estrangeiros na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

1948 - Publicou “Azulejos Holandeses do Palácio Saldanha” na revista Belas Artes – Boletim da Academia Nacional de Belas Artes.

1948 (19 de Novembro a 9 de Dezembro) - Foi escolhido para Secretário Geral do XVI Congresso Internacional de História de Arte realizado em Portugal em 1949 e, com o objectivo de preparar tal evento, viajou pelaInglaterra, Holanda, Bélgica e França.

1949  - Participouno XVI Congresso Internacional de História da Arte em Lisboa e onde, pela primeira vez, Santos Simões propôs o azulejo como matéria de estudo independente da cerâmica em geral.

1949 (21 de Outubro) - Efectuou uma viagem à Europa (Inglaterra, Noruega, Suécia, Dinamarca, Holanda, Bélgica e França) Esteve em Londres onde apresentou a palestra “Portuguese Painted Tiles” no Lecture Theater of the Victoria & Albert Museum. Esteve também em Paris e contactou com Louis Réau que lhe ofereceu um livro.

1950 (Março) - Realizou uma viagem até Espanha para estudar azulejaria.

1950 - Publicou “Portuguese Painted Tiles” in The Anglo-Portuguese Society.

1950 - Reintroduziu a antiga Festa dos Tabuleiros em Tomar ao estudar os aspectos etnográficos.

1952 - Apresentou na Academia de Belas Artes de Santa Isabel da Hungria em Sevilha uma comunicação sobre “Frontais de Altar de Azulejo da Mesquita Catedral de Córdova”. Tornou-se membro correspondente da mesma Instituição.

1952 (22 de Julho de 1952 a 01 de Agosto) - Viajou até à Holanda. Visitou várias cidades e respectivos museus. Participou no Congresso de História da Arte em Amesterdão. A 24 de Julho, assistiu à comunicação de René Huyghe sobre Leonardo Da Vinci e de Gomez Moreno. A 30 de Julho apresentou uma conferência no Museu Municipal intitulada “Azulejos Holandeses em Portugal e em Espanha”

Visitou museus em Haia, Harlem, Gouda, Oudewater, Roterdão, Delft  onde tirou notas e fez desenhos.

1952/1953 - Organizou o Iº Curso de Estudos Tomarenses.

1953 - Foi nomeado cidadão honorário de Tomar.

1955 - Publicou “Les carreaux céramiques hollandais au Portugal et en Espagne” nas actas do XVII Congresso Internacional de História de Arte realizado em Amesterdão em 1952.

1956 - Após o falecimento do Pai, deixou a Fábrica de Fiacção de Tomar e passou a residir em Lisboa.

1957 (Janeiro) - Apresentou uma conferência em Badajoz sobre “Azulejaria Flamenga y Holandesa en España y en Portugal”.

1957 (Maio) - “Tive a honra de solicitar a opinião do Sr. Calouste Gulbenkian e pedir o seu conselho sobre a pessoa que me poderia esclarecer. Foi assim que encetei as minhas relações epistolares com o S.R. o Arcebispo Arménio de Paris, Mgr. Artavazd Surméyan, o qual me honrou recebendo-me na Igreja Arménia de Paris e, ali, em inolvidáveis colóquios, colhi preciosos elementos informativos que muito enriqueceram a minha investigação. (…) Este pequeno pormenor julgava eu de real interesse para justificar o patrocínio da Fundação Gulbenkian para a obra [Dutch Painted Tiles in Portugal and Spain] na qual, assim, se faria referência extensa à actividade de notáveis personalidades arménias, com a publicação dos estranhos e raros azulejos em epígrafes em caracteres arménios, e que como é natural, tanto interessaram o falecido Sr. Gulbenkian e, de uma forma geral interessaram à comunidade arménia.(…)”

1957 (24 de Junho a 07 de Julho) - Esteve cerca de um mês na Holanda a preparar a edição da obra Dutch painted Tiles in Portugal and Spain.

Visitou Museus e palácios em várias cidades como sejam: Roterdão, Wormer, Leiden; Haia; Amesterdão; Delft; Leeuwarden; Edam; Hoorn.

1957 - Iniciou a colaboração com o Museu Nacional de Arte Antiga na qualidade de conservador-ajudante prestando apoio à colecção de Cerâmica. Foi bolseiro do Instituto de Alta Cultura.

1957 (13 de Novembro) - Efectuou uma viagem ao Sul de Espanha (Medina-Sidónia, Cádiz, Huelva).

1958 - Criação da Brigada de Estudos de Azulejaria pela Fundação Calouste Gulbenkian cuja finalidade é a elaboração do “Corpus da Azulejaria Portuguesa, sendo Santos Simões nomeado como Director da Brigada de Estudos de Azulejaria.

1958 (Fevereiro) - Ministrou um curso de história e estética da cerâmica destinado a conservadores estagiários.

1958 (Abril - Junho)  - Esteve na Holanda a tratar da publicação da obra “Azulejos Holandeses”. Visitou Haia; Oudewater, Haasdrecht; Gouda, Haia, Harlem. Deu conferências em Haia, no Museu Boijmans, no Museu Municipal de Amesterdam, no Museu Princessehof em Leeuwarden. A 30 de Maio visitou o Museu Hannemahuis em Harlingen.

 1958 (08 a 14 de Junho) - Deu uma conferência em Paris no Museu de Artes Decorativas intitulada “La Ceramique Décorative au Portugal – Azulejos” e “Carreaux Ceramiques Hollandais au Portugal et en Espagne” na Société des Amis de Sèvres, bem como na Casa de Portugal.

1959 - Publicou “Les carreaux céramiques hollandais au Portugal et en Espagne”, Martinus Nijhoff.

1959 - Recebeu de novo o prémio “José de Figueiredo” pela obra Dutch Painted Tiles in Portugal and Spain sob o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian.

1959 (Maio a Setembro) - Visitou o Brasil a convite do Ministério da Educação e Cultura e da Universidade do Recife. Proferiu palestras nas Universidades de Pernambuco, Baía, Olinda e Rio de Janeiro.

Publicou um livro sobre “Azulejos Holandeses no Convento de Santo António do Recife” que foi escolhido para contribuição do património Histórico e Artístico Brasileiro ao IV Colóquio de Estudos Luso-Brasileiros, realizados na cidade do Salvador. Este trabalho mereceu a 1ª classificação entre os dez melhores livros sobre Arte, publicados no Brasil em 1959.

1959 (31 de Dezembro) - Nesta data o Dr. João Couto dirigiu um ofício ao Director Geral do Ensino Superior e das Belas Artes reforçando a ideia da instalação do Museu do Azulejo nas salas do Mosteiro da Madre de Deus e referindo o nome de Santos Simões para o auxiliar nesta tarefa.

1960 - No âmbito da criação do Museu do Azulejo, Santos Simões redigiu vários documentos: - “Museu do Azulejo: Proposta para a sua creação” e - “Adaptação dos Edifícios do antigo convento da Madre de Deus a Museu de Azulejaria”.

1960 - Publicou “Majólica Italiana do Paço de Vila Viçosa”.

1960 (Setembro) - Viajou para Espanha onde visitou o Museu Marítimo e o Museu Histórico de Barcelona.

1961 (Maio) - Esteve nos Açores onde fez o levantamento azulejar de igrejas e deu uma conferência em Angra do Heroísmo. Esteve também na Madeira e em Ponta Delgada onde deu outra conferência .

1961 (28 de Dezembro) - Esteve em Paris onde visitou a Exposição sobre Arte do Irão.

1962 (26 de Janeiro) - Apresentou uma comunicação na Academia Nacional de Belas Artes intitulada “Francisco de Matos e os Ceramistas Flamengos de Lisboa”.

1962 - Esteve no Brasil onde proferiu uma conferência no Rio de Janeiro

1962 - Publicou “Da exposição temporária de azulejaria ao Museu do Azulejo” in Boletim do Museu Nacional de Arte Antiga.

1963 - Publicou “Azulejaria Portuguesa nos Açores e na Madeira” – 1º vol. do Corpus da Azulejaria Portuguesa, edição da Fundação Calouste Gulbenkian.

1963 (16 de Janeiro) - Santos Simões esteve na Madeira onde estudou a colecção do Dr. Frederico de Freitas e a Quinta das Angústias.

1963 (13 de Março) - Apresentou uma comunicação na Academia Nacional de Belas-Artes intitulada “Um retábulo datado e não conhecido na Madeira”.

1963 (29 de Março) - Santos Simões esteve na Madeira e nos Açores onde tirou notas sobre moinhos de vento. A 6 de Junho comprou um moinho.

1963 - Neste ano, o Patriarcado de Lisboa criou uma Comissão de Arte Sacra e Santos Simões foi chamado para fazer parte da 5ª sub-comissão onde desempenhou funções de consultor na área das Actividades Formativas.

1963 (30 de Março e 3 a 10 de Abril) - Esteve na ilha de S. Miguel onde deu uma conferência sobre “Os Azulejos nos Açores” e fez também levantamento de azulejos. No dia 3 de Abril viajou até à Ilha Terceira onde participou na IIª Semana de Estudos patrocinada pelo Instituto Açoreano de Cultura. Apresentou uma comunicação intitulada: “O problema manuelino e a introdução do Renascimento em Portugal”.

1963 (Agosto) - Esteve na Madeira onde ministrou um curso de Palestras integrado na XXVª Missão Estética de Férias.

1963 (16 a 19de Outubro) - Participou na 4ª Reunião dos Conservadores dos Museus, Palácios e Monumentos Nacionais em Coimbra.

1963 (18 de Novembro) - Foi nomeado conservador-ajudante do Museu Nacional de Arte Antiga.

1964 - Fundou a Associação Portuguesa dos Amigos dos Moinhos

1964 (Outubro e Novembro) - Visitou o Brasil onde faz levantamento de azulejos, organizou uma equipa para desenvolver o trabalho do Corpus de Azulejaria e deu palestras sobre Molinologia.

1964 (11 de Maio) - Viajou até Londres onde deu uma palestra intitulada “Portuguese Windmills” no Lecture Theatre of the Science Museum a convite da “Wind and Watermill Section” da Society for the Prevention of Ancient Buildings de Londres.

Esteve também na Holanda: a 13 de Maio fez uma comunicação no “Rotterdamsche Kunstring” sobre “Azulejos Holandeses nos Açores e no Brasil”. No dia 19 em Leeuwarden deu uma conferência também sobre azulejos.

1964 - Publicou “The tiles of Spain and Portugal” e “The influence of Dutch tiles in Portugal and Brasil” in Fliesen.

1965 - Publicou “Azulejaria Portuguesa nos Açores e na Madeira” – 2º vol. do Corpus da Azulejaria Portuguesa, edição da Fundação Calouste Gulbenkian.

1965 - Promoveu o Iº Simpósio Internacional sobre Moinhos, no qual propôs a criação do conceito de Molinologia para designar o estudo de moinhos.

1966 - Organizou várias lições sobre “A História do Gosto” integradas no curso de Formação Artística da Sociedade Nacional de Belas Artes.

1966 - Publicou “O Museu do Azulejo no Convento da Madre de Deus (1964-1965) no Boletim do Museu Nacional de Arte Antiga.

1966 ( 06 a 18 de Setembro) - Efectuou uma viagem aos Estados Unidos da América, onde participou no VI Colóquio Internacional de Estudos Luso-Brasileiros (Cambridge e Nova York), no qual cumpriu a função de comentador da palestra de Flávio Gonçalves. Apresentou também uma comunicação intitulada “Presenças Orientais na Arte Luso-Brasileira” .

1967 ( 01 a 04 de Setembro até Outubro ) - Realizou uma viagem à Turquia onde participou na Assembleia Geral e no Congresso da “Académie Internationale de la Céramique” na qualidade de Delegado de Portugal da mesma instituição. Foi ainda Presidente do Júri Internacional para a atribuição do Grand Prix da Academia. Na Turquia visitou Bursa (5 e 6 de Setembro). De regresso a Portugal visitou a cidade de Roma.

1967- Visitou Marrocos.

A 24 de Maio deu uma Conferência na Fundação Calouste Gulbenkian sobre “Cerâmica Decorativa em Marrocos” .

1967 (05 de Dezembro a Fevereiro) - Organizou na Fundação Calouste Gulbenkian um ciclo de palestras sobre Azulejaria com o objectivo de apresentar os primeiros resultados do trabalho desenvolvido pela Brigada de Estudos de Azulejaria .

1968 (Maio a Junho) - Visitou os E.U.A.

1968 (12 de Setembro a 09 de Outubro ) - Esteve no Brasil onde participou no Festival Luso-Brasileiro do Barroco (S. Salvador da Bahia). A 28 de Setembro esteve no Rio de Janeiro e deu uma palestra no dia 1 de Outubro no auditório do Instituto do Livro sobre “Constantes Barrocas da Arte Luso-Brasileira: Talha e Azulejo”. A 3 de Outubro regressou a S. Salvador e a 6 viajou para o Recife. No dia 8 às 18h deu uma palestra na Escola de Arquitectura e às 21h50m concedeu uma entrevista a um programa de televisão. Do Recife partiu, no dia 9, para Portugal.

1969 (31 de Janeiro ) - Santos Simões fez uma comunicação na Academia Nacional de Belas-Artes sobre “O Panorama de Jerusalém da Madre de Deus”.

1969 - Publicou “Azulejaria em Portugal nos séculos XV e XVI” – 3º vol. do Corpus da Azulejaria Portuguesa, edição da Fundação Calouste Gulbenkian.

1969 (09 a 13 de Abril) - Participou no Colóquio Internacional sobre Azulejaria que decorreu na Ilha de Hooge na Costa Scheleswig-Holstein na Alemanha, apresentando “New findings of Dutch Tiles in Portugal and Brasil”.

1969 (16 de Maio) - Participou no IIº Simpósio de Molinologia em Copenhague. Juntamente com A. Jespersen e Rex Wails decide criar “The International Molinological Society” (TIMS), facto que só seria oficializado em 1973. No âmbito da TIMS realizou-se a recuperação de dois moinhos setecentistas localizados na Ajuda.

1971 (16 de Junho) - Realizou uma viagem a Londres, onde desenvolveu investigações na Biblioteca do Victoria & Albert Museum

1971 (22 de Junho) - Encontrava-se em Amesterdão, onde visitou o Museu Marítimo (Nederlandish Historisch Scheepvaartmuseum).

1971 (24 de Junho) - Santos Simões encontrava-se em Bruxelas, onde assistiu a Conferências no âmbito da Europa Nostra, na qual esteve presente o Príncipe Alberto de Liége.

1971 (29 de Setembro) - Participou no programa “Frente a Frente” na RTP 1.

1971 (Outubro) - Realização do Iº Simpósio Internacional de Azulejos. Symposium on Tiles. A 15 de Outubro, Santos Simões apresentou a palestra “Azulejos as Aesthetimetric Indexes.

1971 - Publicou “Azulejaria em Portugal no século XVII” – 4º vol. do Corpus da Azulejaria Portuguesa, edição da Fundação Calouste Gulbenkian.

1972 (15 de Fevereiro) - Faleceu em Lisboa.


Informação retirada de Paulo Henriques (coord. geral), João Miguel dos Santos Simões 1907 – 1972, Lisboa, Ministério da Cultura, Instituto Português de Museus, Museu Nacional do Azulejo, 2007.

Imagem: João Miguel dos Santos Simões
João Miguel dos Santos Simões
Imagem: Santos Simões em S. Gotardo, Suíça, 1929
Santos Simões em S. Gotardo, Suíça, 1929
Imagem: Santos Simões, Palácio Fronteira, Lisboa, 1971
Santos Simões, Palácio Fronteira, Lisboa, 1971